terça-feira, 8 de março de 2011

Cinzas - Pois tudo tem um final, até mesmo o que nunca teve começo

E que tudo mais vá pro inferno!
As cinzas do carnaval adentraram o pulmão dos últimos cisnes,
agora o coração chora por cada pedaço seu trincado e os céus se tornam sangue
parte de uma inconstante história sem fim.
Agora tudo tem seu ponto final anunciado,
com ares de termo de relação de pré-contrato.
Agora se consome a última centelha de esperança
e até a dor é ausente e se torna indiferente ao som dos mesmos passos de dança.
Agora o passado emerge da cortina empoeirada,
agarra o presente e arremeça-o no futuro, em cheio como uma pedrada
que faz sangria nas cansadas pernas e braços do tempo.
Agora já não existe mais. Agora nunca existiu.
Raphael Pardini Garci 09/03/2011 - 02:22

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