"Há um dique e um povoado, e também água abundante, mas não há respostas
Há respostas que não precisam ser dadas, ou não deveriam
Há palavras que não deveriam ser ditas, mas o fazem
Há tristezas que não deveriam ser represadas, mas o são
Há trincas no velho dique, mas ele resiste firme
Há tempestades violentas, mas ele aguenta
Há uma passagem de tempo, e sem mais nem menos, ele não suporta
Há um vazamento no velho dique, mas a vila se tranquiliza
Há um velho dique desmoronando, o povoado não entende
Há um povoado desorientado, e um dique que já não se sustenta
Há pessoas morrendo afogadas, há um dique desconsolado
Há de tudo, mas não há o necessário
Há de tudo, mas não há nada do indispensável
Há de tudo, há ruínas de homens de pedras dilacerados pelos ciclones
Há de tudo, há o ruim no vazio que transforma o todo quando o corrompe
Logo não há de nada, não há de quê
Há o velho dique que partiu sem ninguém perceber."
Raphael Pardini Garcia - 07/02/2011
Há respostas que não precisam ser dadas, ou não deveriam
Há palavras que não deveriam ser ditas, mas o fazem
Há tristezas que não deveriam ser represadas, mas o são
Há trincas no velho dique, mas ele resiste firme
Há tempestades violentas, mas ele aguenta
Há uma passagem de tempo, e sem mais nem menos, ele não suporta
Há um vazamento no velho dique, mas a vila se tranquiliza
Há um velho dique desmoronando, o povoado não entende
Há um povoado desorientado, e um dique que já não se sustenta
Há pessoas morrendo afogadas, há um dique desconsolado
Há de tudo, mas não há o necessário
Há de tudo, mas não há nada do indispensável
Há de tudo, há ruínas de homens de pedras dilacerados pelos ciclones
Há de tudo, há o ruim no vazio que transforma o todo quando o corrompe
Logo não há de nada, não há de quê
Há o velho dique que partiu sem ninguém perceber."
Raphael Pardini Garcia - 07/02/2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário